Eu, Gandalf, vou contar como foi nossa retomada. Escolhemos algo mais próximo é relativamente mais rápido para testar nosso limites e, claro, nossas juntas enferrujadas. Dedidimos pelo Anhangava para encarar a subida pela frente, programas a saída para às quatro da matina. Chegamos cedo no posto do IAP e conhecemos o figura do senhor Nelson, que já estava ali cedinho para receber os primeiros malucos que encarariam a montanha antes do sol nascer. Ele está hospedado na casa de sua filha e aproveita para ajudar a cuidar do estacionamento, acompanhando do seu radinho.
Iniciamos a subida às cinco e cinquenta, lanternas na cabeça e uma pequena neblina. O caminho repleto de teias de aranha logo se mostrou reconhecido. O corpo a tempos sem encarar trilhas reconheceu e se adaptou rapidamente às condições do caminho e os movimentos vieram naturalmente. Subimos numa conversa animada, e quando demos conta a claridade já se aproximava no primeiro observatório, logo antes dos primeiros paredões de escalada.
Quando chegamos nos degraus, as lanternas já não se faziam necessárias, mas a neblina tomava conta do visual, sem podermos enchergar longe. À chegada nas pedras perto cume já forçavam o suficiente as pernas para que sentisse um início de cãibras, tanto nas coxas quanto nas panturrilhas, mas seguimos o ritmo. Lógico que bem aquém do que já conseguimos fazer, alcançamos o topo após uma hora e quarenta de subida.
O Potter preparou o delicioso café que foi tomado com muito gosto, acompanhado dos tradicionais sanduiches de hambúrguer de frango e queijo, dessa vez com a variável de pãezinhos de milho e batata. Descansamos mais um pouco, controlando o horário para um possível investida pelo caminho da cachoeira. Começamos a descida perto das oito e meia com o tempo querendo abrir, foi quando as primeiras pessoas além de nós começaram a chegar ao cume. E na descida, encontramos com muitas pessoas, homens, mulheres e crianças das mais diversas idades. Foi bom ver como a natureza está atraindo pessoas. Sempre ficamos na torcida para que todos tenham a conciência de deixar tudo como estava, preservando sempre esse nosso pequeno pedaço de paraíso.Até breve, Gandalf.


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